TABELA SALARIAL, LEI ORGÂNICA – VERDADES E MENTIRAS
O sindicato de Brasília mais uma vez sai na frente na tentativa desmistificar as fantasias, bem como manter os sindicalizados bem informados sobre os principais assuntos do momento.
A AGE foi iniciada com os assuntos ligados à Diretoria Jurídica, além do tema da aposentadoria especial, a falta de um sistema de refrigeração do IN e a situação dos escrivães na SR.
O assunto mais importante e delicado ficou por conta das tratativas, projeto e emendas parlamentares na Lei Orgânica do DPF. Polêmica que fizemos questão de esclarecer principalmente no que diz respeito ao trabalho que deverá ser feito pela Fenapef, pois o Sindipol/DF, não pode atuar diretamente para evitar desentendimentos e duplicidade de propostas, mas principalmente pela divisão de atribuições do ente nacional com os regionais.
O primeiro tópico abordado foi a fabulosa fábrica de tabelas salariais desenvolvidas destruindo os acordos iniciais em que constavam reajustes lineares e que mantinham certa proporcionalidade, inclusive garantindo que o valor recebido pelos ocupantes da classe especial de agentes, escrivães e papiloscopistas equivaleria no mínimo ao dos delegados e peritos que ainda são tidos como superiores.
Não há que se falar em salário sem atribuições proporcionais, fato que não pode ser esquecido, porém essas “castas”, insistindo em desprezar e desqualificar os demais, passando por cima dos acordos e promessas, continuam com o mesmo discurso.
No tocante ao andamento do aumento de salário, já divulgado por vários descomprometidos representantes como sendo certo e ainda com valores bem atrativos, informamos aos presentes que não passa de mentira desqualificada e oportunista, do tipo eleitoreira, pois o Ministério do Planejamento alega não conhecer nenhuma tabela, seja ela oriunda do MJ ou de qualquer outra entidade ou órgão proponente, seja federal ou distrital.
Na manhã de ontem, segundo informações recebidas da vice presidência da fenapef, foi aberta a possibilidade de criação de uma mesa de negociações para iniciar os debates naquele órgão, pois até agora, somente balela.
O Sindipol ressalta que não concorda com a tabela proposta pelo sindicato de policiais civis e pelas associações de delegados e peritos, pois mantém a estratégia de dominação baseada na hierarquia salarial.
Já informamos ao Sinpol/DF que apreciamos os cálculos, constatando que as cifras são certamente sedutoras, porém que não refletem a realidade da Polícia Federal e se os civis não pretendem emendar a constituição e se submetem aos delegados até no salário, na PF a situação é diferente, pois falta harmonia e conciliação, além de ver na Carta Magna, a possibilidade da carreira estruturar as relações.
A ADPF busca a todo custo, restringir chefias para os não delegados, impedir crescimento e por fim minorar nossos índices. Os representantes dos policiais civis, no entanto preferiram negociar com os delegados e suas tabelas do que conosco.
Agradecemos pela preferência de não precisar discutir quanto os delegados vão ganhar, pois aqui nos preocupamos primeiro com os policiais de verdade e depois com a isonomia dos chefes e “dotores” com o MP. Essa briga não é nossa.
Foi informado aos presentes ainda que já propusemos à Fenapef que lutássemos por um piso salarial que se equivalesse às demais carreiras típicas de Estado e/ou agências reguladoras que giram em torno de R$ 13.000,00, diferentemente do que vem sendo proposto, mas ainda não foi pautado devidamente.
Entendemos que melhor que discutir índices e valores, apesar da ousadia da proposta, seria buscar o que as demais categorias conseguem. Nós também poderíamos contar com esse direito, que existe na ABIN, RECEITA FEDERAL, e no próprio Ministério do Planejamento para os Analistas, além do Banco Central, Agências Reguladoras, etc
Esperamos com esses esclarecimentos que as dúvidas tenham, sido dirimidas e que a assembléia decidiu voltar a se reunir em quinze dias para avaliar o cenário nacional e as providências adotadas pela federação nacional.
Por fim parabenizamos os sindicalizados que compareceram e nos ajudaram a encontrar a decisão mais acertada.
UNIDOS SEREMOS MAIS FORTES
Coluna do Presidente
Luís Cláudio da Costa Avelar
Carioca, ingressou na Polícia Federal em 1984 e sua primeira lotação foi em Naviraí/MS, onde permaneceu até 1989. Depois foi para Juiz de Fora/MG, onde esteve até 1993, SR/DF até 1997 e atualmente está lotado na CGPRE no Ed. Sede. Bacharel em Direito e Administração. Com especialização em Direito Público, Avelar sempre atuou na área operacional, principalmente na repressão ao tráfico de entorpecentes. Eleito para Presidência do sindicato em 2004 e reeleito em 2007 para o segundo mandato, fica à frente do Sindipol/DF até 2010.
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